quarta-feira, janeiro 18, 2006

OMO...


É isso mesmo. Não encontrei melhor título para comentar as Presidenciais do que aquele que me vem à cabeça quando penso nas eleições.

Desde miúdo que vejo mulheres a preto e branco à volta de um tanque publico e mais tarde, mais coloridas , num jardim de uma qualquer vivenda a dizer que o "OMO lava mais branco", enquanto estendiam lençois imaculadamente brancos.

Pois era assim que iria ficar o meu boletim de voto, caso eu votasse (se não fosse um emigra desleixado).

Alimentei a ilusão que estas eleições e, nomeadamente a comapanha, seriam diferentes atendendo ao perfil dos candidatos. Diferentes para melhor, claro está. E melhor significa um reforço da nossa participação democrática. Desiludiram-me: TODOS!!! (bem, talvez abra aqui uma excepção para o Jerónimo de Sousa).

Quando vejo o Cavaco a fugir às perguntas, com medo de desbaratar a (já tão não) confortável vantagem, o Soares desiquilibrado entre o apoio e independência do Governo, um Alegre que é uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma e um Louçã a disparar opiniões supostamente avalizadas como quem manda bitaites no café ou um Jerónimo de Sousa a manter o discurso caduco (embora já com alguns traços de renovação) do salvador da pátria proletária, aptece-me olhar para o lado e assobiar.

É triste! Acredito na democracia, só me desiludo cada vez mais com os seus protagonistas.

Não voto, mas mais uma vez, numas eleições presidenciais, iria olhar desapontado para a caneta imóvel, umbilicalmente presa a esse berço da democracia, a que desdenhosamente chamamos "cabine de voto".

OMO, é o que resta.

1 Comments:

At 20:06, Blogger Ana said...

Subscrevo. Vou emigrar.

 

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