OMO...

É isso mesmo. Não encontrei melhor título para comentar as Presidenciais do que aquele que me vem à cabeça quando penso nas eleições.
Desde miúdo que vejo mulheres a preto e branco à volta de um tanque publico e mais tarde, mais coloridas , num jardim de uma qualquer vivenda a dizer que o "OMO lava mais branco", enquanto estendiam lençois imaculadamente brancos.
Pois era assim que iria ficar o meu boletim de voto, caso eu votasse (se não fosse um emigra desleixado).
Alimentei a ilusão que estas eleições e, nomeadamente a comapanha, seriam diferentes atendendo ao perfil dos candidatos. Diferentes para melhor, claro está. E melhor significa um reforço da nossa participação democrática. Desiludiram-me: TODOS!!! (bem, talvez abra aqui uma excepção para o Jerónimo de Sousa).
Quando vejo o Cavaco a fugir às perguntas, com medo de desbaratar a (já tão não) confortável vantagem, o Soares desiquilibrado entre o apoio e independência do Governo, um Alegre que é uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma e um Louçã a disparar opiniões supostamente avalizadas como quem manda bitaites no café ou um Jerónimo de Sousa a manter o discurso caduco (embora já com alguns traços de renovação) do salvador da pátria proletária, aptece-me olhar para o lado e assobiar.
É triste! Acredito na democracia, só me desiludo cada vez mais com os seus protagonistas.
Não voto, mas mais uma vez, numas eleições presidenciais, iria olhar desapontado para a caneta imóvel, umbilicalmente presa a esse berço da democracia, a que desdenhosamente chamamos "cabine de voto".
OMO, é o que resta.

1 Comments:
Subscrevo. Vou emigrar.
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